sábado, dezembro 24, 2005

É tudo a pisar o próximo...que assim é que o país vai para a frente!

Ontem foi-se embora a "minha" estagiária...uma miúda cinco estrelas. Revi-me nos seus olhos cheios de esperança, garra e justiça. Tive pena que ela saisse. Disseram-me que saia por ser imatura...mas ela tinha imenso valor. É suposto alguém que sai da faculdade ser adulto a 100%?
Como sempre deixaram partir uma pessoa com valor...
Mas fiquei a pensar numa coisa: mais do que uma pessoa me disse que ela só tinha trabalhado, de facto, bem comigo e que no último mês via-se que ela estava mais responsável e que eu a tinha coordenado muito bem. A questão é: eu não coordenei, eu não mandei, eu simplesmente a tratei de igual para igual e lhe disse sempre o que achava que ela estava a fazer bem ou mal.
Ela ao sair disse-me que adorou fazer equipa comigo, que resultava muito bem porque nos completavamos. Tive pena, de facto eu também acho que ela estava a fazer um óptimo trabalho e que conseguia trazer-me equilibrio.
Tive raiva mas estou super feliz porque apesar de tudo sei que vai para melhor, onde a tratarão como gente e não como gato-sapato estagiária.
Durante o estágio trataram-na mal mas foram incapazes de lhe dizer onde errava e onde estava bem mas estavam sempre a dar-lhe facadinhas e a fazer criticas destrutivas. E a minha única diferença dela é que eu não lhes dei confiança e entrei de olhos abertos e sem medo porque não gosto do que estou a fazer.
Quando ela bateu a porta senti inveja, queria que me mandassem embora, queria sentir de novo a liberdade... também para não ser eu a ter o peso de me despedir outra vez assim do nada e tão de repente.
E hoje disseram-me pois mas não a podes comparar a ti, tu tens muito mais estaleca...pena para eles que mantém os desmotivados e os burros e mandam embora os dedicados mais verdes mas com tanto potencial...porra, fiquei mesmo revoltada!
Numa empresa de comunicação e ninguém aprendeu a comunicar. E eu cinicamente lá vou tentando disfarçar o que sinto relativamente à empresa...e morro por dentro por não ter nada que me prenda ali e, mesmo assim, desperdiçar tantas horas do meu dia...!

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